ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA TERCEIRA IDADE
- degrausdaluz
- 5 de nov. de 2018
- 2 min de leitura

O envelhecimento é caracterizado por uma série de modificações fisiológicas e psicológicas, que podem causar alterações no estado nutricional. Com a idade, o organismo absorve e utiliza de forma menos eficiente os nutrientes, o que provoca maior predisposição a doenças e maior necessidade nutricional.
Um dos fatores preocupantes nessa fase é a dificuldade de deglutição e/ou mastigação que muitos idosos apresentam o que impede a manutenção de um plano alimentar equilibrado. Dessa forma, podem ocorrer deficiências nutricionais, fadiga, perda de massa muscular, perda de peso, entre outros sintomas relacionados à ingestão inadequada de nutrientes.
Por isso, deve-se ter atenção especial no preparo das refeições, para garantir que todos os nutrientes estejam disponíveis a fim de evitar desequilíbrios nutricionais. Portanto, é importante que a dieta inclua alimentos macios e de fácil mastigação e deglutição, para que se possa elaborar um cardápio equilibrado.
Veja como incluir diferentes grupos de alimentos no cardápio de idosos.
Cereais integrais
Há diversas maneiras de adicionar os cereais integrais no cardápio. Farinhas e flocos de quinoa, amaranto, aveia, arroz e trigo podem ser utilizadas no preparo de receitas de bolos.. Outra opção é a inclusão dos cereais (arroz integral, macarrão integral, quinoa, amaranto) em cozidos, ensopados e sopas. Os flocos podem ser adicionados, ainda, no preparo de mingaus, vitaminas ou adicionados a iogurtes.
Hortaliças, frutas e PANCs
As hortaliças, frutas e PANCs devem fazer parte do cardápio diário devido ao seu alto teor de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. Esses nutrientes são fundamentais para a prevenção e para o controle de doenças. Quando houver dificuldade de mastigação, deve-se optar pelas hortaliças cozidas, na forma de purês ou em sopas. Algumas hortaliças podem ser adicionadas a sucos.
As frutas podem ser consumidas amassadas ou na forma de purês, vitaminas e sucos. Compotas de frutas sem adição de açúcar também são boas opções.
As PANCs (plantas alimentícias não convencionais) estão distribuídas em todo o território brasileiro, sendo algumas conhecidas e, outras tantas, desconhecidas da população. Conceitualmente, as PANCs são espécies de plantas nativas, espontâneas silvestres ou cultivadas, presentes em diversas regiões influenciando a cultura alimentar das populações tradicionais e regionais. Estima-se que existam mais de 10 mil espécies botânicas com potencial alimentício no país, mas, com a expansão da migração para o meio urbano, alguns hábitos alimentares se perderam. Essas plantas, que já não fazem parte da cadeia produtiva, nos últimos anos vêm sendo resgatadas por pesquisadores e pelos próprios consumidores.
A utilização dessas hortaliças, muitas vezes, está relacionada ao modo de vida e à identidade cultural de populações tradicionais, com o preparo e consumo sendo feitos de modo característico nas mais diversas preparações: saladas cruas e cozidas; refogados; sopas, cremes e molhos; omeletes; pastas, patês, recheios e suflês; produtos de panificação (pães, biscoitos e bolos); massa de macarrão; chás e sucos; geleias e doces; acompanhamento de arroz, feijão e angu; preparações com carnes, frango e peixe.

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